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Risco de franquear, e os porcos selvagens

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Risco de franquear, e os porcos selvagens

 

Hoje á tarde sai com a minha esposa, fomos tomar sorvete, recentemente descobrimos uma sorveteria com deliciosos sabores a um preço popular, com dez reais, você compra 4, 5 picolés.

Realmente, é algo diferente. Conseguir no Brasil reunir qualidade e preço baixo, não é tarefa fácil. Mas ao que parece, esta marca conseguiu.

Ao realizar uma pesquisa, conheci um pouco da história da marca. O negócio de maneira informal, começou há quase 30 anos, quando dois empreendedores, funcionários de uma distribuidora de sorvetes(daqueles de pote sabe), tiveram a ideia de vender direto da fábrica, sem intermediários.

Por 15 anos, estudaram, pesquisaram, foram funcionários de 3 empresas do setor.

Após juntarem capital, e buscarem empréstimos, conseguiram abrir a pequena fábrica, que na frente, dispunha de uma loja(sorveteria) para o consumidor final. O objetivo, era oferecer um sorvete na casa dos 2 reais, mas com qualidade das marcas tradicionais que ofereciam algo parecido na casa dos 7 reais.

Para reduzir custos, as duas famílias dos sócios(9 pessoas) também moravam no imóvel. Na laje superior, fizeram um apartamento dividido. Dividiam também o mesmo automóvel de entregas, para levar os filhos na escola.

Depois de 10 anos(fora os outros 15 anteriores), 25 ao todo, o negócio estava estabelecido, mais 5 lojas próprias e algumas dezenas de distribuidores compunham a estrutura do negócio.

De domingo a domingo, as duas famílias estavam integradas e dedicadas ao sucesso da produção do sorvete e no atendimento aos clientes e distribuidores.

Há cerca de 5 anos atrás, tiveram a ideia de franquear o negócio, afinal, tinham um modelo de sucesso, a marca registrada e tudo aquilo que poderia fazer com que terceiros também alcançassem sucesso na venda de sorvetes.

No início do texto, mencionei que havia ido a sorveteria, que no caso seria uma franquia, insistimos por três vezes, afinal o sorvete é demais. Mas de cada 5 vezes que tentamos, em pelo menos 3 ela fica fechada, e o curioso é que vários clientes ficam pela porta, rodeando. Geralmente aos sábados e domingos.

Fiz uma pesquisa na internet, e observei vários ?clientes? realizando reclamações(daquelas sem nome, sem rosto em fóruns sem referência legal alguma) alegando que não conseguiam comprar sorvetes mesmo dentro dos horários e dias divulgados pelo franqueado local. Era nítido que algumas reclamações provinham de concorrentes incomodados, e outras provavelmente de funcionários desligados da empresa, entretanto algumas em diversas regiões, eram registradas por amantes do sorvete e que apenas queriam comprá-lo.

Das 234 franquias, em 100% HAVIAM RECLAMAÇÃO.

Naquele domingo, após insistir por três vezes desistimos. Minha esposa, perguntou ao lojista do lado se ele sabia informar se a sorveteria (franquia) iria abrir, e ele respondeu ? ah, ai esse povo que comprou abre quando quer, geralmente nos finais de semana eles nem aparecem, tem semana, que vendem bem num dia, e depois só abrem na semana seguinte?.

Mais do mesmo??????ai Brasil????.

Essas questões observadas acima, me fez refletir, e compartilhar com aqueles empreendedores que pensam em replicar o seu negócio utilizando o modelo de franchising, que tomem muito cuidado.

Quando lia as reclamações, mesmo as mais vazias, citavam a marca e o nome dos sócios fundadores que haviam construído com as mãos o negócio depois de 30 anos, isso acontecia não somente pela concorrência que buscavam informações sobre a matriz, e outras, por supostos clientes, que possivelmente entravam no site da empresa, e observavam a marca e o nome dos idealizadores e não dos franqueados locais.

Tudo bem, trata-se de calúnia e difamação, e seria uma causa ganha para marca e os seus idealizadores, mas é possível que para alguns ignorantes sem discernimento, algo negativo fosse associado ao negócio.

Franquear é um perigo. Imagine você levar anos para construir algo, e ceder em troca de alguns cruzeiros e royalties o seu negócio a um terceiro. Será que este terceiro, terá a mesma Vocação? Determinação? Responsabilidade? Compromisso?

Dificilmente.

Provavelmente, como vemos por aí, é comum franqueados exigirem demais e além contrato do franqueador. Sabe aquela história, ?paguei, o negócio é meu, que se dane?, triste.

De uma forma geral, apenas uma minoria possui capacidade para empreender com resultados e compromisso, de forma coletiva, ou seja, com pensamento de equipe.

Isso me fez lembrar sobre uma tese que li há alguns anos atrás, de um estudioso europeu que falava sobre grandes erros de governos em países em desenvolvimento, onde ao invés de encorajar e cobrar resultados do cidadão, passou a oferecer subsídios dos mais diversos tipos.

Esse estudioso, fazia uma comparação com a captura de porcos selvagens. Muito mais fácil do que caçar um animal, ele citava um método, muito simples, que capturava com pouco esforço muitos animais, bastava fazê-los perderem o instinto.

Era mais ou menos assim, o caçador identificava uma trilha na floresta, feita pelos animais, e em seguida fazia uma ceva. A ceva geralmente era composta por milho, e os animais paravam diariamente no mesmo local para comê-la. O bando inteiro. Em alguns dias, os animais não saiam mais em busca de alimentos, eles apenas caminhavam um pouco até o local da ceva e por ali ficavam. Dias depois, o caçador, fazia uma cerca em uma lateral. Os animais, sem nada perceber, pois a ceva com um pouco de milho se tornara mais interessante do que qualquer assunto da floresta. Mais alguns dias, outra parte da cerca era finalizada.

E pronto, em algumas semanas, aqueles animais selvagens, valentes, estavam limitados a uma área cercada, com um pouco de milho, dormiam, comiam, e era só. Haviam perdido o instinto selvagem.

Quando iniciei a minha jornada profissional, havia muito a ver, ouvir e principalmente a aprender.

Situações como esta que mencionei sobre a franquia acima, me deixavam assustado, perplexo. As pessoas sem compromisso, sem responsabilidade, pensamento individual??

Com o passar dos anos, percebo que uma grande parcela da população, se tornou ?animais no cercado?, com tanto subsídio, perderam o interesse em fazer melhor. Em correr atrás.

Essa ?cultura? se expandiu de tal modo, que em todas as classes sociais, observamos a procrastinação, a preguiça, e os subterfúgios na ponta da língua para se justificar.

Os menos favorecidos tem os ?bolsa? alguma coisa. Os mais favorecidos tem ?os? Bndes, e pagar imposto pra quê?

Quando sabemos aonde estamos, quem somos, e aonde queremos chegar, situações como esta narrada acima, apenas nos entristecem.

Hoje em dia, não fico mais perplexo, fico triste, em saber que alguém teve uma grande oportunidade em representar a marca de alguém com um produto de qualidade, feito com amor e garra, investindo bem pouquinho, e joga no vento a oportunidade, que tiro no pé.

Lamentável.

Tenha muita certeza antes de autorizar alguém a usar a sua marca, o seu nome, pois infelizmente, boa parte das pessoas que lhe procurarem para fazê-lo, não possuem a menor condição para tal.

Claudio Marcellini

Criado em: 11/09/2019 12:25:54.

Sobre o autor

Cláudio Marcellini, passou parte de sua infância em Santos, aonde se apaixonou pelo mar, e ali aprendeu a pescar, surfar, velejar.

Realizou na infância um curso de taxidermia e outros sobre conchas e crustáceos.

Nos anos 80, morou em Miami, Flórida, onde se aprimorou na pesca esportiva.

Iniciou nos negócios de maneira informal, vendendo bugigangas no colégio.

Ao final da adolescência, estava em São Paulo. Foi morar sozinho aos 17 anos, cursou Administração de Empresas e Hotelaria na FAAP, cursou Análise de Investimentos na Bovespa.

Montou um estacionamento informal, varal de camisetas em estádios de futebol, até abrir a sua primeira empresa no ramo de distribuição e importação de produtos dos mais diversos.

Entre erros e acertos, o mundo da tecnologia da informação bateu a sua porta.

Com a TI, enveredou-se pelo mundo da inclusão digital e do comércio eletrônico, especializando-se, e constituindo em 2001, uma das primeiras e principais empresas do setor de Inclusão Digital com serviços para empresas, órgãos públicos e gestora de 2 mil lojas virtuais.

Em 2006, iniciou uma jornada social como professor voluntário pelo Brasil afora, realizando seminários e palestras em parceria com 52 instituições.Tornou-se escritor, publicando 3 livros, todos com royalties revertidos para instituições sociais, e disponíveis nas principais livrarias, como Amazon, Saraiva, Wibook.

O livro ?Frankia Virtual Multiplicando Possibilidades?, foi o primeiro em 2008, além da versão em português, o livro possui versões em inglês e espanhol.

No ano de 2010, iniciou-se a internacionalização da empresa de Inclusão Digital (FrankiaVirtual.com), gerando oportunidades e intercâmbios para clientes e colaboradores. Ainda em 2010, Marcellini, inaugurou a primeira empresa anti-chargeback e seguro para compras online em sites internacionais.

Ingressou no campo de Assunções Empresariais, adquirindo débitos de empresas, e empresas em dificuldade.

Em 2016, o livro ?Empreender & Aprender com a Internet? foi publicado, seguido pelo livro ?Desafios de um Empreendedor?, publicado em 2017.

Outros negócios surgiram, e em 2017 podiam ser observadas, em sites de busca na internet, mais de 5000 publicações, entre artigos, entrevistas(em rádio e televisão), documentários.

Cerca de 300 artigos publicados nos mais diferentes veículos de comunicação, apresentando as mais diferentes possibilidades para o uso da internet de forma adequada, como canal de pesquisa, inclusão social, desenvolvimento, geração de valor, dentre outros.

Administrador de empresas por formação, professor, consultor, pesquisador, escritor, empreendedor, comentarista, especialista em inclusão digital.

              
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